terça-feira, 23 de junho de 2009

possíveis amores impossíveis

Sempre me perguntei, sobre idealismos e amores do passado.

Quando a vida era mais difícil tudo era mais lutado e mais valioso. Assim foi com política, quando pessoas não tinham o direito de voto, ou viviam sob a ditadura, muitos lutavam e apostavam suas vidas pelos ideais de liberdade e seus direitos como cidadãos, antes os rebeldes tinham causas, e os amores, quando eram impossíveis, separados pela distancia, pelas guerras, pelas brigas de família, casamentos marcados ou qualquer coisa do tipo, pareciam ser maiores e mais duradouros.

Hoje, no tempo de micaretas, ninguém mais escreve cartas, não há duvidas, não há expectativa, cada um consegue logo o que quer e a "fila anda", o romantismo ficou para trás e os amores impossíveis são mais que possíveis.

Lia agora sobre um leilão de uma coleção de cartas históricas, onde uma carta de Napoleão para sua amada Josephine foi arrematada por 276 mil libras, achei incrível, mas por dentro tive que rir, como disse, com tudo ao alcance, deixamos de correr atrás dos nossos ideais, hoje não vivemos mais amores, compramos cartas por valores altíssimos para vivermos amores dos outros.

Napoleão escreveu uma carta á Josephine dizendo que iria encontrá-la em três horas, e o quanto estava ansioso por isso, mas hoje, mandamos um SMS e encontramos o outro em meia hora no cinema mais próximo.

Antigamente o amor era levado mais á serio, as pessoas tinham motivos para escrever, sofriam e viviam pelo outro, agora, não temos nem tempo para isso, é tão fácil viver um namoro, tudo é tão acessível, que não existe a necessidade de escrever cartas declarando a imensidão do amor sentido, e jurando paixão eterna, se hoje nem nessa eternidade acreditamos.

Então pensei, e no futuro? o que deixaremos para os leilões? e-mails? conversas em msn? SMS em que temos que nos virar para reduzir os sentimentos á 100 caracteres?

Juro que não sei, só sei que os amores impossíveis agora parecem ainda mais impossíveis.

E como diz Rita Lee, em uma música chamada Mutante: "Ai de mim que sou romântica".

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Gregos X Troianos

Desde pequena ouvia minha mãe dizer: "é impossível agradar gregos e troianos",
eu como LIBRIANA sempre quis agradar á todos, e assim as vezes me anulava,
ou ficava em cima do muro.

Com o tempo percebi, que era preciso dizer não, que a minha felicidade
vinha em primeiro lugar, e pra isso algumas pessoas iriam se magoar.

Foi difícil mas fui aprendendo, e assim passei a ser mais eu.

Mas tudo que envolve o "não", faz alguém sair machucado, e assim eu que me
acostumei a dizer "não, fiquei surpresa quando o quadro se inverteu.

Então me peguei pensando de novo nos gregos e troianos, e vi que até eu faço
parte dessa metáfora. Mas mesmo triste por não ter sido agradada, eu com a minha "bondade libriana" me fingi de satisfeita, e disse que se um grego não foi feliz, de outro lado um troiano foi..

Mas no fim, quero que se dane o meu discurso politicamente libriano, a final, qualquer pessoa que tem sentimentos, espera ser agradado, mas tudo bem, ninguém morre por isso, e no fim, quem consegue "se fazer" de grego, fica mais feliz, já que a Grécia resistiu, mas Tróia hoje não passa de uma cidade lendária.




Será? Que é cedo ou é tarde demais?

terça-feira, 16 de junho de 2009

Auto-Retrato

Fazia tempo que eu não escrevia, não por falta de inspiração ou tempo,mas por falta de vontade de organizar minhas ideias nesse espaço tão pequeno, já que ultimamente elas são muitas..
Lembra aquela menina que falei, de uma terra bem distante, que tinha tudo para ser feliz, mas estava inquieta??? Enfim ela se acalmou, viu que tinha tudo para ser feliz, e era feliz, bastava só ser ela mesma.
Agora ela tem seu espaço.
Agora ela está em paz, não tem mais medo da mediocridade, não se preocupa mais com rotinas de amores eternos, não quer saber do dia de amanha, só quer viver o dia de hoje.
Depois de tanto tempo ela finalmente consegue se sentir livre, já que agora seu único objetivo é se descobrir.
Agora ela quer sentir, quer curtir sem medo, sem tempo, sem cobranças.
Agora ela está intensa, agora ela está fulgás.
Agora ela se permite viver.


Finalmente ela está feliz, se sente renascida, já que está se conhecendo, e está muito feliz com o que está encontrando.

Um dia de domingo
"Já não dá mais pra viver
Um sentimento sem sentido
Eu preciso descobrir
A emoção de estar contigo...
Ver o sol amanhecer
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo..."

domingo, 7 de junho de 2009

velha infância

Hoje eu voltei a infância,
Com um simples gesto,
Minha alma se acalmou.
Eu que estava confusa
Encontrei paz onde mais precisava.
Precisava de colo,
E o recebi.
Nos braços do meu pai
Me senti confortável.
Nos braços do meu pai
Me senti protegida de qualquer mal que tentasse me atingir.
No colo do meu pai revivi a minha velha infância.